Logo Web Radio Água

Você está aqui:Início/ÁGUA E CIÊNCIA/Yan Gilberto

ÁGUA E CIÊNCIA

Yan Gilberto

Yan Gilberto


WebSite:

Os cafés clonais híbridos que estão sendo desenvolvidos há 12 anos pela Embrapa Rondônia para a região Amazônica têm obtido ótimos resultados de produtividade. A espécie é resultantes do cruzamento de plantas de café canéfora do grupo Robusta com plantas do grupo Conilon. 

Por não exigir uma grande quantidade de água durante o seu crescimento, a espécie  representa uma boa alternativa para o Norte do Brasil. O pesquisador e responsável pelo projeto, Alexsander Teixeira, comenta sobre este diferencial e detalhes do processo de plantio: 

“Esse café que nós estamos trabalhando ele é selecionado e vai ser lançado aqui na região Norte do país. O clima aqui é diferente então toda a seleção que a gente fez, dos melhores matriais, é específico da região Norte. Esse café pode ser plantado em regiões quentes, tanto que no Espírito Santo tem muito plantio dessa espécie. Mas lá é um ambiente completamente diferente, o material que a gente seleciona aqui, geralmente não vai bem lá. Então se a seleção está sendo feita aqui na região, a recomendação para o plantio é aqui. Ele é produzido em regiões quentes, e a produção é como se fosse de um café normal, tem o plantio, você faz as condições, o manejo, tratos culturais, lembrando que o café híbrido pode ser também chamado de 'conilon robusta'. Então no jardim clonal, onde tem as melhores plantas, retira-se as melhores estacas, e as multiplica em viveiros para fazer o plantio das lavouras.”

A pesquisa conta com 20 clones em teste distribuídos por 5 pontos localizados entre Rondônia e Acre.

“Tem clones que estão alcançando 150 sacas/ha em áreas irrigadas, que é um número muito relevante, e em áreas sem irrigação, alguns clones alcançaram 100 sacas/ha. A média do estado hoje, são 19 sacas/ha. Então a gente vai colocar no mercado clones altamente produtivos, com boa qualidade de bebida, que vai atender desde o pequeno até o grande produtor de café.”

O lançamento dessa variedade está previsto para meados de 2018 e as mudas selecionadas serão enviadas a viveiristas credenciados à Embrapa. Os clones a serem inseridos no mercado vão apresentar boa qualidade de bebida, além de alta produtividade, o que deve atender desde o pequeno até o grande produtor.

Escrito por Yan Gilberto com a supervisão de Vacy Alvaro. 

O Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu, está promovendo uma campanha que tem como objetivo aproximar o visitante ainda mais do atrativo. Além de ajudar um dos maiores projetos de reflorestamento do mundo, que é desenvolvido pela Itaipu Binacional.

Criado há 31 anos para receber animais desalojados por conta do alagamento nas imediações do Rio Paraná, durante a construção da barragem de Itaipu, o Refúgio é hoje, uma unidade de proteção ambiental que desenvolve dentro de suas dependências pesquisas, reprodução de animais silvestres em cativeiro, recuperação de áreas degradadas e claro, a produção de mudas para o reflorestamento.

Johnny Illenseer, gerente operacional do Complexo Turístico Itaipu (CTI), explica que, após vários estudos realizados na reserva, por meio de uma parceria entre o CTI, o programa Cultivando Água Boa e gestores do Refúgio, foram implantadas novas trilhas, novos meios de chegar ao atrativo e novas práticas de interação com o visitante, de forma a incrementar o passeio.

“De três meses para cá, nós temos feito reuniões e o pessoal da Itaipu começou a fazer investimentos na área do Refúgio Biológico, tornando ele com melhor acessibilidade, com novas trilhas, incluindo a possibilidade de chegarmos com o passeio de barco também. Então, foi feito todo um reestudo do espaço e em cima disso está se baseando agora essa promoção que culmina o passeio com o plantio de uma semente, considerando que lá no Refúgio se pratica o maior projeto de reflorestamento do mundo. Todo o visitante que chegar ao Refúgio Biológico para o passeio planta uma semente de uma árvore, que será replantada, reflorestando alguma área próxima aqui de Itaipu”.

Antes, o passeio era, em sua maior parte, contemplativo. Agora, os visitantes passam por quase todos os projetos desenvolvidos pelo Refúgio, como a casa das sementes, a trilha dos animais e a trilha dos sentidos. Ao final do passeio, todos os visitantes são convidados a plantar uma semente de árvore nativa, como explica Illenseer:

“Todos os visitantes que vem para Foz do Iguaçu podem ir lá. No passeio, eles vão ser convidados a plantarem uma semente. A espécie muda constantemente, mas em todos os passeios existe o plantio. Tanto nós, quanto o pessoal da Itaipu Binacional, entendemos que um projeto assim é bastante interessante no sentido de mostrar aquilo que a Itaipu faz quanto à questão ambiental. Para nós da área do turismo, entendemos que quando você faz uma visita em que há uma interação entre os visitantes e aquilo que ele está visitando, esse visitante tem um ganho muito maior em nível de consciência e de marcar o passeio de alguma forma. Que essa visita marcou a ele de alguma forma”.

A campanha Meu Refúgio: Faça uma visita e plante uma semente de árvore nativa, tem duração indeterminada. Para saber mais sobre o passeio, visite o site (www.turismoitaipu.com.br).

Escrito por Yan Gilberto com a supervisão de Vacy Alvaro.

Redes Sociais

  • Facebook: webradioagua
  • Linked In: webradioagua
  • Orkut: 15823632741848208134
  • Twitter: webradioagua
  • YouTube: webradioagua

Centro Internacional de Hidroinformática | Parque Tecnológico Itaipu
Av. Presidente Tancredo Neves, 6731 | CEP 85.867-900
Foz do Iguaçu | Paraná | Brasil
+55 45 3576-7038

 

2020 • Todos os Direitos Reservados