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ÁGUA E CIÊNCIA

Sex, 28 de Agosto de 2015 11:28

Tecnologia acessível e eficiente é desenvolvida para cafeicultores do Brasil

Escrito por  Patrícia de Castro

A  Barcaça Seca Café é uma estrutura simples. Um terreiro feito de alvenaria com uma cobertura móvel e telhas plásticas transparentes ou, até mesmo, lonas plásticas. O sistema utiliza materiais de baixo custo, o que o torna mais acessível ao cafeicultor, além da facilidade no manuseio e outros benefícios.

A invenção, que ainda pode ser adaptada a qualquer terreiro de cimento convencional, foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de Rondônia, estado que é o sexto maior produtor de café no Brasil. 

Entre os benefícios do sistema está a diminuição da utilização de mão-de-obra, pois com a tecnologia não é necessário fazer a amontoa do café, que é o processo de colocar a terra ao pé das plantas durante a noite e em dias chuvosos. Além disso, a barcaça é ecologicamente correta porque utiliza energia solar, secando os grãos a uma temperatura que varia entre 35°C e 45°C.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Enrique Alves, para a instalação do sistema o produtor tem dois custos: operacional, ou seja, remover os grãos da barcaça; e o da instalação. 

 “O custo de instalação varia de acordo com a disponibilidade de mão de obra. Em Rondônia para um terreiro de 300 m2 fica entre R$ 18 mil e R$ 25 mil.  E se o produtor ter a capacidade dele mesmo construir os custos podem ficar baixos, e se você considerar, o custo que é o processo de secagem (tradicional) que custa R$ 25 a saca. Mesmo ele pagando esse preço de início, que parece alto, se paga em pouco tempo, em média de 2 a 3 anos”.

Além do café, a Embrapa já realizou a secagem de outros grãos com a barcaça. Futuramente, em parceria com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a ideia é iniciar os testes com o cacau, como conta o pesquisador:

“Dentro da Embrapa já secamos arroz, milho e feijão; e funcionou bem. Nós vamos testar, efetivamente, como experimento, o cacau para ver até que ponto, comparando com a barcaça tradicional e outros métodos de secagem, a gente consegue ter uma boa qualidade. Aí sim a gente pode recomendar”. 

Essa tecnologia sustentável, que trabalha com a praticidade de operação e qualidade do grão, pode ser exemplo para outras regiões produtoras de café. O projeto-piloto da invenção deve ser instalado em breve em duas propriedades de Rondônia. 

Escrito por Patrícia de Castro com supervisão de Vacy Álvaro.

Última modificação feita em Seg, 14 de Setembro de 2015 14:55
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