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ÁGUA E CIÊNCIA

Seg, 08 de Dezembro de 2014 11:09

Paraná apresenta Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa

Escrito por  Vacy Alvaro
Foto: Assessoria de Imprensa da Secretaria do Meio Ambiente Foto: Assessoria de Imprensa da Secretaria do Meio Ambiente

O Governo do Paraná lançou um inventário inédito sobre a emissão dos gases do efeito estufa. O estudo é inédito no estado e seguiu a metodologia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), avaliando a quantidade de gases emitidos na atmosfera nos principais setores da economia como energia, agricultura, indústria e saneamento.

De acordo com o documento, entre 2005 e 2012, 444 milhões de toneladas de gás carbônico foram liberadas no ar paranaense, o que representa uma média de 4,99 toneladas por habitantes a cada ano, índice inferior à media nacional que é por volta de 12 toneladas. 

Em comparação com outros cinco estados que já finalizaram os seus inventários - Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo e Rio Grande do Sul - o Paraná é proporcionalmente o que menos polui. De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, Antônio Caetano de Paula Júnior, o inventário é uma ferramenta importante para estipular futuras metas: 

“O nosso primeiro inventário de gases do efeito estufa tem como principal objetivo conhecermos a emissão desses gases que contribuem para a elevação da temperatura da terra. Toda atividade humana produz de certa forma alguns gases – como o gás carbônico – que fazem uma camada na atmosfera que faz com que a terra tenha a sua temperatura elevada todos os dias. Então conhecer como o Estado contribui com essa elevação da temperatura global é a primeira tarefa do inventário de gases do efeito estufa. E isso vai nos mostrar quais são as linhas de ação que o estado do Paraná vai ter que tomar para mitigar a emissão desses gases. Então a importância dele é direcionar as políticas públicas do estado do Paraná no sentido de mitigarmos as mudanças climáticas, e também garantir um entendimento da atividade humana paranaense, como nós podemos adaptá-las e transformá-las numa situação ambientalmente mais correta”. 

Segundo o secretário, o baixo índice de emissão de gases causadores do efeito estufa no Paraná em relação a outros estados muito se deve à preservação das florestas e à adoção de práticas sustentáveis na agricultura, como é o caso do plantio direto na palha: 

“Nós destacamos e percebemos a importância das florestas do Paraná no sequestro de carbono. Ao todo, durante estes anos que nós realizamos a pesquisa, nós emitimos 440 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente. Deste total, 71% foram retirados da atmosfera por meio das nossas florestas. Então quando nós discutimos biodiversidade, proteção às florestas, diminuição do desmatamento (além de todas as questões ambientais que todo mundo já conhece), o Paraná demonstrou que graças às florestas 71% de tudo o que foi emitido foi sequestrado. Isso nos demonstra quais as ações nós devemos fazer. Primeiro o setor de energia: temos que continuar o nosso trabalho em busca de combustíveis menos poluentes e com menor impacto nas mudanças climáticas, usando combustíveis de origem vegetal como o caso do alcool ou do biodiesel; a mudança da matriz energética das nossas indústrias, que muitas vezes ainda utilizam a queima de carvão ou de gás natural, que também emite gases de efeito estufa. No setor da agricultura nós vamos fortalecer ações que o Paraná já vem desenvolvendo, como é o caso da Agricultura de Baixo Carbono; o Paraná é pioneiro e o estado que mais aplica plantio direto por exemplo, que é o que garante que o óxido nitroso seja elevado à atmosfera, que é o principal contribuinte para o gás de efeito estufa no caso da agricultura. Por fim garantir políticas que preservem a nossa floresta, pois com a floresta preservada nós temos sequestro de carbono e o estímulo à restauração de áreas naturais, porque com a floresta nova nós sequestramos mais carbono".

A elaboração do inventário seguiu as características e diretrizes do Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com o governo, foram investidos R$ 850 mil na contratação da empresa vencedora do edital de licitação. 

Última modificação feita em Seg, 08 de Dezembro de 2014 11:18
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Vacy Alvaro

Vacy Alvaro

Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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