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ÁGUA E CIÊNCIA

Qui, 12 de Junho de 2014 08:58

Experiências de Itaipu em energias renováveis foram apresentadas em fórum da ONU

Escrito por  Vacy Alvaro
Fórum teve como objetivo debates e propostas em torno de três metas energéticas que foram acordadas na Rio+20. Foto: Organização das Nações Unidas (ONU) Fórum teve como objetivo debates e propostas em torno de três metas energéticas que foram acordadas na Rio+20. Foto: Organização das Nações Unidas (ONU)

A Itaipu Binacional integrou a comitiva brasileira do Ministério de Minas e Energias que participou do Fórum Energia Sustentável para Todos (SE4ALL), realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, nos Estados Unidos. 

O fórum teve como foco debates e propostas em torno de três metas energéticas que foram acordadas na Rio+20 e que deverão ser alcançadas até 2030: acesso universal à energia elétrica, duplicação das renováveis nas matrizes energéticas nacionais e duplicação da eficiência energética nas matrizes energéticas nacionais. 

Durante o evento, o diretor-geral brasileiro da Itaipu BInacional, Jorge Samek, apresentou diversas experiências de sucesso que são desenvolvidas pela binacional como o biogás gerado no Condomínio Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon.  De acordo com Samek, o encontro teve resultados positivos e gerou uma série de parcerias: 

“Nós saímos de lá com mais de 16 acordos de pessoas e países, ministros, com essa intenção de vir aqui estabelecer convênios com a Itaipu, estabelecer parcerias. Muitos países vão vir verificar a nossa experiência. A FAO, que é uma agência da ONU responsável pela agricultura, já está organizando um esquema muito forte na África, na América do Sul e na América Latina. São 33 países que vão ter, possivelmente no mês de agosto, uma presença aqui exatamente para aprofundar e discutir essa questão da biodigestão. Quer dizer, esses locais de poder produzir energia através dos dejetos que podem ser de animais, mas também podem ser dos grandes problemas dos lixões. Isso tudo produz energia. O próprio esgotamento humano no mundo, que é um problema de dimensão continental, isso hoje tem pesquisas já avançando que misturando isso com, por exemplo, dejetos de Ceasa e restos, isso tudo dá uma combustão excelente do ponto de vista de poder produzir energia e depois aproveitar esses resíduos ainda como adubo orgânico. Então, são coisas novas. É a nova ciência que vem acontecendo”. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem apresentado o Brasil como modelo de matriz energética para o resto do mundo e por já atender as metas propostas em relação às energias renováveis. 

“A maior parte da energia fornecida no mundo vem de origem fóssil, principalmente do carvão. A maioria dos países da Europa, a energia elétrica que abastece a cidades - eles têm uma necessidade enorme de energia por conta do inverno vigoroso ou do calor também rigoroso - e essa energia é proveniente do carvão. O carvão causa um problema de emissão de CO2 (dióxido de carbono) muito grande. A China é o país que mais cresceu, que mais evoluiu nos últimos anos, mas em compensação não tem os cuidados ambientais, por exemplo, que se exigem no Brasil. Para fazer um licenciamento, para fazer uma usina, para fazer uma fábrica, para fazer uma empresa aqui no Brasil, você tem que adotar sérios critérios ambientais. Lá não é tão rígido o processo, ao ponto de que toda semana eles inauguram duas, três unidades novas de geração através de carvão. E obviamente que o mundo inteiro está pressionando esse processo. Por que? Por que essa emissão demasiada de dióxido de carbono está fazendo alterar a temperatura do planeta. Então, os estudos apontam que dentro de 50, 60, 80 anos pode ter uma ampliação de até quatro graus centígrados na média de temperatura do planeta. Isso causaria um processo muito grande de degelo tanto na Antártica quanto no Ártico e, ao ocorrer degelos naquela dimensão, mudaria completamente a própria geografia, com inundações, e coisas nesse sentido. Então, esse processo todo é o que está em discussão e o Brasil, por apresentar uma matriz limpa, energia renovável. Nós temos aí energia renovável através da água, da cana, do bagaço de cana, do biodigestor, da biomassa, então, o Brasil tem muito o que mostrar no mundo”. 

Durante o encontro foram distribuídos exemplares do livro “Biogás: a energia invisível”, de autoria de Cícero Bley Junior, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional. Além disso, a comitiva brasileira se reuniu com o diretor do Departamento de Energias Renováveis da Onudi, Pradeep Monga, que propôs parceria com o Brasil, por meio do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás-ER) e os Centros de Referência em Mini Hidreletricidade da China e da Índia. O objetivo é difundir conhecimento e tecnologia sobre mini-hidrelétricas, aproveitando a experiência e reconhecimento da Itaipu BInacional.

Última modificação feita em Qua, 02 de Julho de 2014 09:03
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Vacy Alvaro

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Jornalista/Fundação Parque Tecnológico Itaipu

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